Existem pessoas que marcam nossa vidas de forma simples e lúdica. Esse amigo, o qual, homenageio com esse singelo poema, marcou minha vida com seu jeito, brincalhão e moleque de ser. Fazia graças enquanto esperava sua amada arrumar-se para ir ao seu encontro. Eu tinha uns dez anos de idade, e nunca esqueci daqueles dias em que me fazia sorrir. Até seus últimos momentos de vida, ainda conservava o jeito espirituoso de ser...
Que Deus o tenha em sua infinita misericórdia.
Sueli Dutra - Agosto/2011.
Sueli Dutra - Agosto/2011.
O vento parecia tudo querer varrer.
Embora o sol estivesse a pino,
não tinha a força do vento a
balançar os sinos.
Estava soberano!
Parecia revoltar-se.
Parecia dizer algo que ninguém
queria ouvir.
Varria do chão às folhas secas deitando
os bambus, como se fosse um estranho
balé trazendo o açoite que não se quer.
No som dos sinos, se podiam ouvir o
som da triste melodia de cada
badalada em sintonia.
Não trazia alegria.
Trazia como que às ordens do vento,
um não querido lamento,
num triste agouro de uma má notícia.
As lágrimas brotaram.
Escorreram pelo rosto e caíram sobre
o corpo, que na mesa estava exposto.
O vento anunciava o sofrimento.
A perda de um ente querido.
A perda de um grande amigo.
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Caro leitor (a), expresse aqui sua opinião, pois, é fundamental para o crescimento deste blog. Um grande abraço a todos. Sejam Bem-vindos!