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segunda-feira, 21 de novembro de 2011

QUANDO O AMOR FALA


Hoje acordei num sonho...
Trazia pra mim a serenidade que há muito não existia...
Revestiu-me de prazer e apenas vejo no caminho o teu bem-querer.
Ando nesse sonho como se estivesse na rua, numa grande avenida abandonada, em que só eu existo a caminhar...
Estou em comunhão com o universo.
A natureza, o mundo, me acolhe acobertando meus pensamentos que só têm uma direção: Teu amor.
Tua imagem brinca comigo, brejeira, tagarela feito um coração atiçado pelo amor, jamais outrora vivido!
Sinto-me criança.
Sinto-me menina.
Sinto-me mulher!
Esse amor permite tudo!
Faz do tudo, o teu e o meu mundo!
Quanta felicidade percorre o meu ser... Espalha-se feito vento em meu rosto, liberta o meu corpo e acende meus desejos.
Entrego-me nos teus beijos e o teu cheiro me invade, impregna-me a alma e o transe é inevitável.
Deixo-me levar por tuas carícias e não há malícia. Porque a plenitude desse amor não dá lugar a mais nada que não seja o próprio amor.
Tudo flui.
Tudo acontece.
Tudo enaltece.
A malícia não existe.
Existe a plenitude de dois seres encantados, apaixonados, entregues ao poder do amor.
Esse sentimento que por mais que se diga não se explica.
Leva-nos ao infinito e nada consegue ser dito apenas sentido.
A vida pode ser cruel muitas vezes, mas surpreende-nos quando menos esperamos.
E há um conchavo dos deuses.
Sinto-me arrebatada!
Nesse sonho que navego, vivo a maior e mais plena das realidades:
Vivo o teu amor.
O amor trazido por um homem que a tudo ilumina quando passa. Que quando me olha, não precisa nem falar e quando fala me faz calar. Porque não há nada que possa ser dito.
Porque não há nada que possa explicar, fazer compreender um sentimento tão puro, tão imaculado, tão arrebatador.
Meu Deus!
Minha vida!
Serei merecedora desse presente?
Fico feliz.
Fico contente.
E ainda me transporto desse sonho para a mais doce realidade e nela encontro à saudade que sinto, pelos poucos minutos que não te tenho.
Quisera eu não te deixar mais ir embora.
Viver esse sonho todo dia, toda hora.
No encantamento que sustenta esse amor, esse bem-querer, esse bendizer.
Bendigo o teu amor, porque nele encontrei a paz que tanto queria.
Tu não sabes o que eu vivia.
Tu não sabes o que eu sentia.
Trouxesse-me tudo o que eu mais queria!
Meu amor.
Meu homem.
Minha vida!
O que mais podemos querer?
O que mais podemos ter?
Estamos plenos, saciados por esse amor que nos envolve.
Plenos de ternura.
Plenos na loucura.
Plenos no tesão.
Longe da razão, somos apenas, coração.
Ah! Como eu te amo, meu tesão!
Meu amor.
Meu homem.
Minha vida!


EU E VOCÊ


 


Quando te vi pela primeira vez achei que o tempo havia parado.

Olhar teu semblante.

Sentir o cheiro doce da tua pele.

Acariciar teus cabelos macios, feito algodão fizeram-me sonhar.

Tua voz rouca, dizia-me coisas que adorei ouvir!

Falava da emoção sentida naquele momento, de que há muito tempo, isso não acontecia.

Havia sinceridade em tuas palavras.

Eu sentia!

Meus olhos não cansavam de te olhar, porque em teus olhos vi a verdade.

Vi o reflexo da tua alma e, nem por um segundo, duvidei de ti.

Achei que já te conhecia, pois te sentia.

O carinho daquele momento era mágico, como se há muito, já existisse.

Não tive forças.

Fiquei à deriva do teu encanto.

Necessitei estar contigo.

Queria estar!

Pude estar!

Estou!

Hoje sublimo a magia daquele momento, a cada descoberta de ti.

Minúcias do teu comportamento revelam tuas necessidades, teus momentos.

Cada canto do teu ser exala sensibilidade, docilidade, arte, loucura, expansividade, ternura.

Teus olhos refletem mansidão.

Despertam emoção.

Emergem o coração.

A vida acontece quando te vejo!

Embrenho-me nos teus desejos.

Perco-me nos teus beijos.

Faço dos teus dias, meu intento.

Perdendo-me no deslumbramento.


ONTEM O DIA NÃO FOI BOM



Sob expectativa fui ao encontro do meu amado.

Esfuziante, não cabia em mim à ansiedade daquele encontro.

Os pés pisavam firmes, determinados pela emoção.

O chão amparava os passos precisos.

Tudo era lúdico!

O vento, moleque, bulia meus cabelos, de forma travessa, caçoando os fios soltos, numa brincadeira leve.

No ar, o cheiro da brisa antecipava o perfume do amor.

Na mente, o amado.

Sentido.

Querido.

Sublimado.

Na leveza da alma, o acorde.

Cântico poético seguido de ternura, embevecido de candura.

Fazia frio.

O coração batia forte, descompassado, ansioso.

Nas palpitações, o desejo de abraçar, beijar, cheirar.

Estava quase chegando...

Ao chegar, não te encontrei.

O quê fazer?

Ontem o dia não foi bom.

Faltou você!



sexta-feira, 18 de novembro de 2011

QUANDO NÃO HÁ O SABER



Distúrbios da razão.

Premissas infundadas.

Dores sufocadas.

Todos os dias são novos!

O ser inerte renova a ignorância.

Os passos curtos distanciam-se do saber.

Não há o querer aprender!

No torpor das ações, não há reações, apenas revolta!

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Este poema foi inspirado no convivívio diário com uma colega de trabalho que, quase todos os dias, dava um jeito de subjugar alguém quando, sequer,  vencia ou enxergava suas próprias limitações. Restava apenas o torpor de quem observava, e a revolta implosiva detinha reações evitando, assim, confronto e equiparações.

Sueli Dutra
   ________________________________________________________________

DOCES BEIJOS



Quando penso em ti brota o desejo.

Revejo os momentos já vividos.

Prevejo os que ainda virão.

Traço metas, doces setas, que apontam um ribeirão.

No correr das águas, meu amor deságua, e entrego pra ti o meu coração.


Doces beijos.


Doces beijos.


Bendigo o amor, nas carícias em seu esplendor!


Doces beijos.


Doces beijos.


No corpo, resplandece o amor!


FILHOS



Semente que brota de uma vida extraída de outra vida enaltecendo o amor.

Esculpidos na dor, num parto fremente tornam ausente, a solidão, nascem em flor aquecendo o coração.

No choro, a candura...

A vida ali está contida, por estar a começar!

O corpo frágil, o acolher nos braços em laços ternos, e fraternos inicia uma nova história.

Tesouros insofismáveis.

Preenchem nossas vidas, com risos e encantos, onde não há lugar para o pranto.

São nossas alegrias!

Tatuam nossa alma e coração.

Fazem-nos fortes, guerreiros e heróis.

Nunca estamos sós!

Senhores do nosso tempo, criam contratempos, nos fazem reféns!

Reféns do amor.

Desse amor incomensurável, indescritível e inatingível.

Nada é tão sublime...

Nada é tão intenso...

Nada é tão sereno.

Filhos!



RECOMEÇO



Uma nova linha desenhava o horizonte...

O desconhecido estava lá, entre acaso e procura.

Na bagagem, as diversas viagens feitas em sonhos e pensamentos atrevidos, na crença criança, de estar vivendo a realidade.

Pura ilusão!

A realidade não era o que imaginara.

Era crua, fria, obscura, e pouco deixara de esperança.

Mas a persistência, a vontade de querer encontrar criava resistência, pra que novos caminhos fossem traçados.

Nova caminhada.

Novo sonho.

Esperança renovada!

Com o coração na mão, e a alma fazendo alusão a dor que se instalara, recomecei.

Nesse recomeço a diferença:

Coração menos sensível.

Alma conturbada.

Corpo inerte.

Olhar distante.

Respiração ofegante...

Nada poderia impedir a vida de continuar!

Os passos eram pesados.

Embriagados pela dor arrastavam-se para esse mundo novo...

As pegadas deixadas anunciavam o quanto seria íngreme a escalada denunciando tropeços irreversíveis!

O horizonte parecia distante, quase inatingível, e diante de mim, o recomeço!


CONCERTO



A música começara.

Na platéia, muitos esperavam o melhor!

Havia expectativa.

Havia a luz.

Havia o fascínio.

Havia você!

Quando seus dedos tocaram ao piano, imponente, tudo ou mais se faziam presentes.

A multidão delirava seus sonhos.

Viajava em devaneios.

Seus dedos pareciam mágicos!

Dedilhavam ao piano, como pétalas ao vento.

Como a leveza ímpar das almas que são puras, como a inocência de uma criança.

Prelúdio de sonhos!

Nessa quimera me deixei arrastar, e ao fundo, na platéia, levantei e de pé te aplaudi!

Bravo!

Bravo!

Bravo!



quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O FIM



Estanquei o sentimento, que se fazia intenso em seu desdobramento.

Que corria em minhas veias livremente, feito um córrego cristalino a burilar a paisagem em desalinho.

Lutas foram travadas pra que não submergisse o sonho em minhas entranhas.

Minha mente clara distinguia e atropelava o óbvio!

Insistia em não ceder às provações de situações efêmeras, com lucidez alucinante, de um coração dilacerante.

Nesse transitar de emoções, vários foram os desenhos rebuscados de cartões antigos.

Palavras escritas sem fundamentos causando o descontentamento, por promessas jogadas ao vento!

Tudo era vago e vazio...

Na emoção absoluta, onde a lucidez e a luta enfraqueciam a vontade, pus-me a delirar por um coração trôpego, acabrunhado e entregue ao descuido da perda.

Quisera não acalentar o fim...



SOB O AZUL DO TEU OLHAR



Tudo parecia lânguido e distante...

Nas entrelinhas de meus pensamentos vaguei por muito tempo, à espera de lucidez.

Crescia o desejo...

A angústia atropelava os sentimentos, e o vazio preenchia meus espaços!

Era tudo vago e sombrio...

Por entre indagações procurei minhas verdades, e como oásis em meio ao deserto vislumbraram o azul dos teus olhos.

Como são lindos os teus olhos!

Como nau no oceano, eu navego por eles.

Sinto minha pequenez, diante da grandeza do azul, que invade todo o meu ser:

Corpo, alma, coração e cabeça!



TATUAGEM



O limiar de uma história é muitas vezes imperceptível.
Quando percebemos estamos intrínsecos, e mal 
conseguimos avaliar o quanto!

Os acontecimentos fluem sem licença prévia, sem um sinal, 
sem estar no jornal.

Ora seguimos a corrente.

Ora permanecemos à margem.

E feito um rio em seu percurso abrimos os braços, 
em abraços não planejados.

Beijamos lábios de boca dividida.

Sentimos corpos que não estão presentes...

Encontramos pessoas ausentes.

Confusas.

Dissolutas.

Onde em sua conduta, não há lugar para os sonhos na vida 
latente e bela.

Dissipamos as dúvidas a cada palavra pronunciada, a cada gesto articulado e, as conclusões, são inconclusas!

Ah! Quem me dera fazer desta vida tão bela, palco de grandes espetáculos, onde pessoas fossem tatuadas em nossos corações e afugentassem de nossas vidas as ilusões!

Igual tatuagem, os sonhos foram desenhados e, neles, esboçado o amor em forma de um homem que jamais esquecerei.



ESSÊNCIA


Estava tentando não pensar em ti, mas sem que pudesse controlar via-me sob o aspecto sombrio de quem se encontra insegura, e ao mesmo tempo, entusiasta na capacidade de amar alguém, tão excêntrico e revolucionário!

Pensamentos corriqueiros, inovadores, tênues e promissores, circundavam minha cabeça, como a querer convencer-me de um sentimento brejeiro, que jazia em meu coração, de forma singela e lúdica.

Pus-me a pensar numa maneira de realizar nossos desejos e fantasias...

Imaginei nosso reencontro como sendo mágico.

Olhos nos olhos.

Bocas sedentas.

Mãos inquietas e coração acelerado ansioso por amar.

Nosso corpo entregue às carícias e fantasias.

Nossa mente voltada para o amor irrequieto, quente e duradouro.

Sonhara com esse momento, como sendo o melhor de toda a minha vida...

Imaginara a luz refletida no espelho.

O brilho fantástico de um pôr do sol.

Pura energia.

Pura magia.

Pura essência de vida!

Criei espaço.

Simulei situações.

Rabisquei os sonhos em papel amassado...

Tentei seguir buscar o desconhecido crente que já estava ganho!

Nas entrelinhas, fui percebendo o desapego...

Já não podia sonhar...

Havia dúvida!

Tentei entender.

Queria entender!

A esperança já não se fazia presente...

Tornaram-se ausentes, tua voz, teus apelos, teus anseios... Os sonhos.

Emudeci crente que te perdi!