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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012

SÓRDIDOS

 


Do vazio obsoleto de mentes sórdidas e opulentas, 
sínteses compõem e descompõem-se, 
em semblantes abismados, abestalhados, desintegrados 
pela ignomínia de seres doentios.
Da ignomínia nasce a desordem na mente desgastada, 
varrida e arrebatada, contraindo a face, 
enrijecendo, arrefecendo valores.
Donde o mal se confunde com o bem 
e nos deixa aquém.
Aquém do que é humano. Do que tem tutano. 
Do sobre-humano.
Aquém dos princípios não resgatados.
Dos seres ilibados. Das vozes contidas.
Reprimidas. Implodidas!
Aquém do querer o bem, sem se importar a quem.
Do subir, sem precisar descer.
Do exaurir, por não poder fugir.
Lutar com forças opostas, expostas a olho nu, 
escancaradas pela petulância, arrogância algoz 
de corações febris, em busca do poder!
Poder escroto!
Galgado em calúnias, perfídias, 
armadilhas, dissimulações!
Poder vão! 
Sem mérito. Sem crédito. Com débitos!
Aguardar é preciso. Acreditar é preciso. Incitar é preciso!
Incitar a justiça, treliça do bem.
Ornamentar a dor, transformar em flor o que 
não se pode compor.
Enfim, quebrar o estupor!

TODOS OS DIAS



Todos os dias são novos!

As cores são renovadas.

Os anseios latentes.

A esperança reforçada.


No horizonte, os sonhos...

Saber de você,

do quanto és importante,

do quanto me faz falta.


Por onde anda o amor,

esse que nos desconcerta.

desalinha-nos,

torna-nos vulneráveis?


Todos os dias são novos!

Nosso coração, o mesmo.

Teimoso.

Persistente.

Sempre a postos, procura...

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

NOSSO AMOR

A noite vem de mansinho feito o orvalho, que cai,

devagarzinho, umedecendo a relva receptiva...

O   casaco preto, felpudo,

esconde por baixo um pseudo-mundo,

onde só os amantes são profundos.

Submergem  na fantasia do que o casaco escondia

e a noite torna-se vadia por horas e horas de intensa estripulia.

            Os corpos encontram-se, misturam-se aos excessivos

carinhos, mergulham na taça com vinho,

e se embriagam na embriaguez do amor.

No louvor das vozes entorpecidas pelo prazer,

que sussurram o querer, o ser,

o ter e não se consegue entender como pode ser...

Há uma mistura do amor com o prazer.

Do Divino com o profano.

Do lúcido com o insano.

E tudo fica sem plano, porque tudo foge ao engano

de amar sem que a vida seja condoída

pela opressão desse amor.

         Numa liberdade extrema, e ao mesmo tempo

cativa ao limite de quatro paredes, 

que a tudo assistem sem nada dizer.

Registram todo e qualquer movimento.

                    Testemunham os momentos em que dois se tornam

um e, ambos, se tornam vários,

nos vários delírios dessa embriaguez.

Olhos nos olhos.

Mãos nas mãos.

Coração com coração.

Corpos em comunhão.

       Em meio aos acordes dos sons emanados

nada foge ao agrado de estarmos lado a lado,

em cima,

embaixo,

de frente,

de costas,

na frente e atrás...

Tudo nos satisfaz e tudo nos apraz na sinfonia desse amor.

           São movimentos harmônicos, numa dança sem melodia,

onde as vozes fazem o som e o som está no

melhor tom das cores em harmonia.

             No colorido dessas cores, os sonhos  são como flores,

que falam sem nada dizer e nos dão a certeza que

desse amor, muitas haverão de florescer!

Assim é e deverá ser!

Amar sem desfalecer!

       O casaco preto, felpudo, fecha-se no próprio

mundo a espera de um novo anoitecer...

Assim é e deverá ser.

Nosso amor é puro prazer!    


     

O BEIJO



Tudo era alegria!

Minha Mente,

Meu corpo,

Envolvidos nessa alegria...

Era o desconhecido.

O inesperado.
 

Tua mão cercava meu corpo sutilmente.

Pequenos toques.

Pequenos cuidados...

Senti-me amada.

Desejada.

Querida...



Havia algo no ar!

Uma energia!

Um imã!

A música rolava...

A multidão se encantava...

O ritmo nos abraçava...



Nossos corpos se aproximavam...

Tudo era encanto!

Tuas mãos envolviam meu corpo.

Teu toque era suave como a brisa.

 Aos poucos nos aproximávamos...

Aos poucos nos sentíamos...



Aconteceu!

Aconteceu o beijo!

Mágico.

Longo.

Perfeito!

O mundo parou.

  

O som silenciou.

A multidão se foi.

As luzes deixaram de existir.

Foi mágico!

O melhor beijo de toda a minha vida!

Sai do chão.



Flutuei.

Extasiei.

Não sei como explicar.

Apenas senti.

Algo brotou em meu coração.

Desde então, tudo mudou!



Renasceu o amor

Desejei-te.

Tive-te.

Em teus braços me encontrei.

Em teus braços te amei.

Hoje choro tua ausência.


SÓ IMAGINEI



Um dia imaginei você.

Não a sua cor.

Não o seu corpo.

Não a sua voz.

Imaginei você.

Apenas, você.


NOITE

 

Luar...

Mágico.

Envolvente.

Misterioso.

Olhos fascinados em seu reflexo,

numa mistura de amor e paixão.

Sedutor reflete o amor.

Este amor que exala na noite,

o cheiro da paixão!

Oh! Quão belo é o luar!

Permite-nos sonhar...


JÓIA RARA



Vida vai.

Vida vem.

Conheci alguém.



Olhar sedutor.

Enganador.

Promete o que não pode cumprir.



Sorriso maroto.

Cativante.

Meigo.



Uma luz que irradia

direto na alma.

Envolvi-me.



Descobri.

Descobri uma jóia rara.

Pedra bruta.



Ninguém tocou.

Ninguém moldou.

Pura em sua essência.



Deixei-me levar.

Amei o desconhecido.
  
Fui atrás.



Corri.

Pedi.

Supliquei.



Entreguei-me...

A jóia é rara.

E o amor, também!

domingo, 5 de fevereiro de 2012

TE AMO



Tal qual, um pássaro livre em seu voo

naveguei sobre mares profundos,

perseverando na busca de um sonho.


Relutei contra as ondas fortes da maré.

Enfrentei tempestades.

Encarei desatinos,

na ânsia constante de realizá-lo.


Persisti.


Houve fracassos.

Houve lutas.

Houve vitórias.

Perseverei mais uma vez.


Tal qual, um pássaro livre em seu voo

me dei conta do quanto era lindo estar ali.

Do quanto à natureza me permitia.

Me presenteava.


Voei.

Voei.

Naveguei.

Naveguei.


Realizei meu sonho.

    Tal qual, um pássaro livre em seu voo

eu te amei.



O QUE RESTA




                    Tudo que é pra ser será.

                    Tudo o que é pra ter terá.

                    Tudo que é pra falar falará.

                    Resta-nos paciência.