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sexta-feira, 28 de outubro de 2011

TUA PRESENÇA



Estás presente:



Em todos os lugares.

Em todos os momentos.

Em todos os fragmentos.

Em todos os sedentos.



Sedentos:



Do teu amor.

Do teu olhar.

De o teu murmurar.

De o teu calar.



Estás presente:



Na música.

Na inspiração.

No tesão.



Tesão:



Em te querer.

Em te comer.

Em te beber.



Estás presente.

Infinitamente!


QUERIA ESTAR



Queria estar...



Presente no teu olhar.

Crescente no teu pensar.

Ardente no teu amar.



Queria estar...



Contigo no vagar.

Comigo, na plenitude de te ter.

Contigo, até desfalecer.



Queria estar...



No teu cheiro.

No teu beijo.

No teu pelo.



Queria estar...



No aconchego dos teus braços.

No calor do teu corpo.

Nas carícias de tuas mãos.



Queria estar...



Contigo.

Contigo.

Contigo.

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

EM BUSCA DO TEMPO


Todos os dias a vida renasce, e nesse renascimento, destinos são traçados, delineados.


O mundo acontece, num ritmo frenético, onde não há mais tempo pra se ter tempo!


Tempo de amar...
    Tempo de comungar esse amor.


Tempo de caminhar...
     Tempo de parar, quando preciso for.


Tempo de encontrar alguém...
     Tempo de se perder nesse alguém.


Tempo de se envolver nos braços de quem tem tempo, pra descobrir que eu sou um bem!


Ainda haverá alguém...

SÁBADO


O dia se fazia presente...

Tirara a noite cúmplice e substituía por uma luz fosca, com céu nublado e alguns pingos de chuva.

A ansiedade tomava conta...

A saudade percorria o corpo, ansioso por amar.

Os pensamentos entrelaçavam-se e confundiam-se...

Todo era preciso e tosco!

A vida renascia.

Ressuscitava sonhos antigos.

Trazia esperança!

O tempo já não era mais o mesmo.

Começou a se perder, assim que te vi chegar, e já não havia mais relógio...

Já não havia mais o controle do tempo!

As pessoas circulavam, e nós, entre elas, parecíamos comuns...

Não era bem assim, éramos diferentes!

Buscávamos o prazer.

Buscávamos algo, sem saber o quê, e nos deixamos levar...

Entre beijos nos entregamos.

Arrastados por uma onda de prazer, perdemos a noção.

Havia o êxtase!

Foram horas e horas de puro prazer!

Já não consigo esquecer.

Já não consigo deixar de te querer...

CHUVA


 
Ao cair da chuva...

 
 
O calor do corpo resfria.

A saudade aperta.

A dor esmorece.


Ao cair da chuva...


A vida floresce.

O céu escurece.

O tempo arrefece.


Ao cair da chuva...


Os pensamentos vão longe.

Os horizontes se fecham.

Meu corpo padece.

 
Ao cair da chuva...


Busco os sonhos.

Navego nas lembranças.

Deságuo na dor.

INVENTEI ALGUÉM


Um dia inventei alguém.

Passei a viver uma espera.

Esperei tanto que cheguei ao pranto.

Desacreditei.

Frustrei.

Fugi.

Já não sonhava mais.

Já não inventava mais.

Apenas vivi.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

SEXTO SENTIDO




Uma luz tênue compunha o espaço mágico do amor.

Nesse ambiente a meia-luz teu carinho é tudo o
que me conduz.

Olho nos teus olhos e me vejo desnuda.

Em seu reflexo desvendo o desejo que há em
ti e que em mim engrandece o ser.

Não há o que saber.

Há o que viver!

Os sentidos são aguçados pelo som
das palavras sussurradas...

Pelo tato sedutor de mãos que há muito
procuravam, deixo-me envolver aos poucos,
num desejo louco de te ter.

Pela audição, deixo-me embalar nos
sussurros que incontidos, explodem
no ninho desse amor.

Viajo em cada palavra, expressada até no silencio.

Pelo paladar sinto o gosto da tua boca e no teu
hálito me embriago no sabor.

Pelo olfato, suspiro no teu cheiro.
Que me vicia.
Que me inebria.

Pela visão, vislumbro o tesão que sinto ao
olhar teu corpo, teus olhos,tua boca, teu ser.

Nesse vai e vem de emoções, a cumplicidade
da noite permite tudo o que se sente, acoberta
os sonhos, as fantasias e não há heresia.

Todos os sentidos estão aflorados, aguçados
na envoltura dos teus braços que abraçam
o meu corpo trêmulo de amor.

Tua boca atrevida arranca sem nenhum pudor,
o néctar da flor que há muito cultivava,
sem saber o olor.

As almas fundem-se nos corpos suados e não
há mais dois. Um único corpo denuncia a comunhão.

Nesse momento, nos tornamos um só.

E todos os sentidos, buscam outro que
se chama sexto.
Que diz não ser incesto amar sem nenhum pudor.

Assim fala o amor!

RISOS TRISTONHOS


O dia começara...

Não se podiam prever os acontecimentos.

Embora cinzento transcorresse com harmonia,
os pensamentos eram funestos.

Jazia a paz que antecedia os sonhos,
pois se tornaram tristonhos os risos.

Acanhados viraram esboço de um sorriso largo,
mas apenas isso.

Pois nas virtudes, não encontrei a amplitude que esperava.

Todo o amor que a mim ofertava, só predizia a mágoa
visionada na dor antecipada da tua ausência.

Os gestos escassearam evidenciando as atitudes de abandono...

Querias ser meu dono e só o que fizesses,
foi violar o meu sono, trazendo o pesadelo do engano.

 
O dia começara cinzento...

domingo, 23 de outubro de 2011

SOBRESSALTO


Dispersão.

Pensamentos distantes.

Ombros caídos, sobrecarregados...

O desânimo tomara conta.

Sexta-feira.

Noite fria.

Céu nublado...

No rosto, um véu de tristeza causava estranheza.

Os desenganos foram muitos.

Os dias tornaram-se sombrios.

No vazio mergulhei, na inércia vacilei.
    Houve o sobressalto, e no assalto, o despertar.



Este poema foi inspirado no assalto que sofri quando retornava do trabalho, já na frente de minha casa, aproximadamente as 19hs, do dia 01/06/2007.

                                                                       

O LIVRO



O livro estava na estante.
Tanto era o tempo que ali estava,
que guardava sobre a capa escura
o pó que durante anos acumulara.
Estava esquecido naquela estante!
Talvez não fosse um esquecimento...
Talvez, quem sabe,
o conteúdo não trouxesse entretenimento...
Muitas são as páginas daquele livro.
Encorpado, guarda inúmeras histórias.
Nem todas com vitórias.
Algumas com batalhas,
outras no fio das navalhas,
E outras ainda,
a vida retalha.
Retalha os versos,
reduz as rimas,
conduz às sinas.
Melhor esquecer o livro!
Abri-lo, soprar o pó que nele descansa,
só trará a mente,
fortes e tristes lembranças.

O AMOR ESTÁ EM TI

O frio congela meu corpo, mas meu coração se aquece ao lembrar o teu rosto.

Nele encontro o conforto quente e acolhedor de um sol em pleno verão.

Sinto-me inebriada pelos pensamentos que me levam ao encontro de ti nas fartas lembranças de noites que, quem me dera, não tivessem fim.

Buscar cada detalhe...

Abusar daquilo que mais vale que é em teus braços estar, e neles ficar a navegar sobre as ondas que encontro em teu olhar.

Ondas que se formam no calor da emoção, deslizam até o chão e transborda de alegria o meu coração.

Nelas te encontro e me perco na umidade do teu rosto que me trouxe o mar como conforto, afugentando todo e qualquer desgosto, por tudo aquilo que não pode ser exposto.

Vive-se o amor na plenitude e no teor de cada palavra, muitas vezes ditas apenas com o olhar, esse mesmo olhar que me trouxe o mar, pelo qual, estou a navegar.

Navego por todo o teu corpo e embalo-me nos diversos regalos que, sutilmente dele extraio, estremecendo minh’alma de tanto prazer.

Penso nas horas e nos dias que hei de te querer, que culminarão em anos, que afastarão os enganos e nunca causarão danos!

Porque o amor está aqui.

Está em tudo o que toco.

Em tudo o que vejo.

Em tudo o que almejo.

O amor está em ti!

Quando te vejo.

Quando te quero.

Quando te beijo, me desespero.

Enlouquecendo, só de pensar no quanto ainda haverei de te amar...

Pra cada momento vivido, nenhum detalhe será esquecido, pois o coração a tudo registra, bate forte, perde a bússola e fica sem norte.

Mas, do amor não se perde e a tudo excede num ritual de vidas, apenas vividas no intenso prazer que é o nosso bem viver.

ESPLENDOR (Amor à ilha de Florianópolis)



O céu veste as montanhas de um branco esvoaçante, fazendo das nuvens o mais belo véu a cobri-las de beleza.
O mar espelhado reflete a imagem adornada em profundo esmero da natureza.
Os pássaros sobrevoam agitados e gorjeiam, como a anunciar uma grande festa.
Saúdam o verde das matas, disputando espaço no espelho d”água.
O sol mantém-se contido, num respeito solene para não ofuscar com o seu brilho, tamanho espetáculo.
Sabe que o momento não é dele.
O vento põe-se a soprar em brisa, ornamentando com movimentos leves, o esvoaçar do véu e o encrespar das ondas do mar.
Não há como não admirar!
A natureza é sábia.
Apesar de sua sabedoria, poucos são os que com ela aprendem.
Há os que se entregam e se inserem no contexto, enquanto outros, sequer, se dão conta do que é.
O espetáculo é único, jamais repetido.
Na sua essência guarda renovação, e cada dia que amanhece, traz alento aos olhos aquietando o coração.